Droga leva ao abandono de crianças

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Droga leva ao abandono de crianças

 

Por: Thiago Borges
  
A dependência química e o alcoolismo de pais e responsáveis foram a principal causa de acolhimento institucional de crianças e adolescentes no Brasil em 2013, de acordo com o relatório do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). 
 
Em 2012, a negligência foi responsável por 84% dos casos de acolhimento, enquanto a dependência química estavam relacionada a 81%. Mas, em 2013, a dependência passou a ser a principal causa de acolhimento (81%), levemente à frente da negligência (81%). 
 
Violência doméstica (57%), abuso sexual por familiar (44%) e situação de rua (35%) foram as outras principais motivações apontadas no estudo do ano passado. 
 
“Na maioria dos casos, estes fatores estão relacionados com a causa principal, ou seja, os pais se tornam negligentes, violentos ou abandonam os filhos por conta da dependência química”, Antonio Carlos Ozório Nunes, membro auxiliar da Comissão da Infância e Juventude do CNMP.
 
Pelo menos 46.000 crianças e adolescentes vivem em abrigos no Brasil, segundo o “Mapa da Violência 2014 – Crianças e Adolescentes”. 
 
“No período de institucionalização, trabalhamos para reinserir a criança ou adolescente na família original. Mas isso é mais difícil quando os pais são dependentes químicos”, diz Ozório Nunes. 
 
Bebês do crack 
 
A disseminação do crack no país é apontada como a principal causa desse cenário por especialistas. Seus efeitos são tão devastadores que muitos bebês de dependentes de crack são encaminhados para adoção logo após o parto, mesmo sem o consentimento da mãe.Com 1 milhão de usuários no país, o crack deixou de ser apenas um problema social e virou questão de saúde pública. 
 
“A partir de 2006, começamos a notar um esgarçamento familiar por conta das drogas. E, na periferia, a droga principal é o crack”, diz Mario Martini, coordenador do programa de abrigos da Liga Solidária, que mantém três unidades de acolhimento na periferia de São Paulo. “O que temos visto são famílias desestruturadas: a mãe se torna dependente, gasta todo dinheiro com drogas e as crianças ficam abandonadas.” 
 
Acolhimentos relacionados à dependência química são de altíssima complexidade, diz Claudia Vidigal, fundadora e presidente do Instituto Fazendo História (IFH), que em 2013 desenvolveu projetos com 1.709 crianças e adolescentes de 144 abrigos. 
 
“Nesses casos, geralmente se mantém o vínculo afetivo entre a criança e os pais”, diz Claudia, lembrando que os motivos que levavam a abandono eram diferentes até pouco tempo. “Dez anos atrás, os acolhimentos eram motivados por miséria ou desentendimento na família.” 
 
Família extensa é uma solução comum 
 
Na casa de L., em São Paulo, todos têm envolvimento com as drogas. Ela é dependente de crack e pediu para não ter o nome revelado.Seu marido está preso por narcotráfico. Há quatro anos, sua filha de 10 anos mora com uma tia e o caçula, de 1 ano e 7 meses, está na casa de uma prima temporariamente. Ela tem também três meninos, de 13, 6 e 5 anos, que foram levados para um abrigo da Liga Solidária. 
 
“É possível retirar a criança da família original e encaminhar para a família extensa, que são os tios, avós, padrinhos, em vez de levá-la para um abrigo”, diz Ozório.O acolhimento pela família extensa é previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e poderia evitar 70% dos casos de institucionalização, segundo Jonathan Hannay, secretário geral da ONG Acer Brasil. A organização atende 7.000 pessoas por ano nas áreas de educação, cultura, protagonismo juvenil, esporte e assistência social. 
 
“Essa é uma forma histórica da sociedade brasileira cuidar da criança, pois é comum a avó tirar as crianças dos pais se eles estiverem batendo muito nos filhos”, observa Hannay. “Mas, com a migração para os centros urbanos, muitas estruturas familiares ficaram fragilizadas, os parentes moram longe uns dos outros e todos têm que se preocupar em ganhar dinheiro.” 
 
Há cinco anos, a Acer Brasil lançou o projeto Família Guardiã para apoiar a tutela de crianças e adolescentes por suas famílias extensas no Jardim Inamar e Eldorado, bairros pobres onde vivem 80.000 pessoas no município de Diadema (SP). Neste ano, a ONG lançará o programa em Santo André (SP), onde 60 crianças serão atendidas. 
 
O programa inclui visitas periódicas por um educador, participação em grupos socieducativos e repasse financeiro do fundo municipal – cada família extensa recebe R$ 250 no primeiro mês de acolhimento e R$ 50 nos meses seguintes, enquanto o custo médio mensal para manter crianças e adolescentes em abrigos é de R$ 1.350 na região metropolitana de São Paulo, segundo Hannay. 
 
Mas, com a mudança de gestão na prefeitura de Diadema, os repasses foram suspensos por tempo indeterminado na cidade.Desde 2009, 63 crianças e adolescentes passaram pelo programa e 54 continuam vivendo com tios ou avós. Nesse período, não houve casos de retorno a conselhos tutelares, fóruns e abrigos. 
 
“Mesmo que a mãe continue viciada em drogas ou mantenha uma vida muito problemática, o fato do filho estar na família extensa permite um contato maior com suas raízes”, ressalta Hannay. “Isso possibilita à criança ou adolescente dar novo significado ao vínculo afetivo familiar.” 
 
FONTE: CEERT 

 

 

 

Ultima modicacao em Sexta, 04 Agosto 2017 00:39
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