Qual a situação das crianças refugiadas e deslocadas no mundo

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Qual a situação das crianças refugiadas e deslocadas no mundo


Censo de órgão da ONU revela a existência de 48 milhões de crianças migrantes no mundo, das quais 28 milhões saem de suas casas forçadas por conflitos e perseguições políticas

Por: João Paulo Charleaux

A Unicef - órgão das Nações Unidas para infância e juventude - tornou público na quarta-feira (7) um raio-x da situação das 48 milhões de crianças migrantes existentes atualmente no mundo. O número é um dos mais altos já registrados e, para efeito de comparação, equivale a toda população dos nove Estados do Nordeste brasileiro. Destas 48 milhões de crianças migrantes, 11 milhões são refugiadas ou estão pleiteando a concessão de refúgio num país estrangeiro.

 

O termo “refugiado” se aplica a uma categoria particular de migrantes mais vulneráveis, que deixam seus países de origem por “fundado temor de perseguição”, tanto em situações de guerra como de outros tipos de violência política. Entre 2005 e 2015, o número de crianças refugiadas no mundo mais que dobrou.

O diagnóstico é mais preocupante ainda quando somados outros 17 milhões de “deslocados internos”. Este termo se refere às mesmas categorias de classificação dos “refugiados”, com a diferença de que os “deslocados” se movem dentro do próprio país, sem cruzar fronteiras internacionais. Os números foram inflados por conflitos como o da Síria, que há cinco anos se arrasta sem solução à vista, provocando levas massivas de migrantes em fuga, sobretudo na direção dos países europeus banhados pelo Mediterrâneo. Já os deslocamentos internos estão mais vinculados a dinâmicas de violência no interior do continente africano.

Somadas, as crianças “refugiadas” e as “deslocadas internas” - duas categorias entre as mais vulneráveis - respondem por mais da metade de todas as migrações infantis no mundo.

A importância dos termos e das cifras

Todo esse grande senso demográfico é apresentado de forma técnica e bastante estratificada pela Unicef. Isso é feito para que se possa compreender as causas dos movimentos humanos, especialmente das crianças e, com base num diagnóstico preciso, propor medidas que melhor protejam a infância e a juventude. O crescimento acentuado dos grupos mais vulneráveis é o que mais preocupa. Além do sofrimento presente das crianças, há também uma ameaça para a geração futura de adultos. Veja como as 48 milhões de crianças migrantes se dividem em cada uma das categorias usadas pela organização: 

48 MILHÕES DE CRIANÇAS MIGRANTES

São todos os que deixam seus locais de origem e migram para outro lugar, por qualquer razão que seja. O grupo inclui desde famílias ricas, que mudam espontaneamente para outro país, quanto grupos familiares pobres, famélicos ou perseguidos politicamente; corresponde, portanto, ao universo total. 

11 MILHÕES DE CRIANÇAS REFUGIADAS

São migrantes que deixaram seus países de origem em razão de conflitos internos, guerras internacionais e outras situações de violência que tenham causado neste migrante em particular um “fundado temor de perseguição”.

O migrante nesta condição solicita refúgio a um outro país e, se o recebe, passa a ser refugiado. Destes 11 milhões, 1 milhão ainda aguarda concessão de refúgio. 17 MILHÕES DE CRIANÇAS 

DESLOCADAS INTERNAS

São crianças que fogem de situações de violência e de perseguição, de desastres naturais ou de crises econômicas, transitando sempre dentro das fronteiras do próprio país. Também são chamados informalmente de “refugiados internos”.

Os 20 milhões restantes são migrantes que viajam sem necessariamente estar fugindo de uma situação pontual de violência ou perseguição.

Neste grupo estão as famílias que trocam de país por razões culturais ou por vislumbrar melhores condições econômicas no local de destino. 75% Foi o crescimento no número de crianças refugiadas entre 2005 e 2015.

Impacto desproporcional sobre as crianças

As migrações forçadas impõem condições difíceis aos adultos. 

Deslocamentos quilométricos ao longo de vários dias, travessias de fronteiras militarizadas e longos percursos oceânicos, sem a orientação necessária e desprovidos das condições mais básicas de segurança.

Esses contextos são ainda mais duros para as crianças, tanto por razões físicas quanto psicológicas, o que provoca sequelas para toda a vida. Além do peso desproporcional da experiência em si, a migração forçada também incide de maneira desigual sobre as crianças em seu aspecto quantitativo: de cada 3 crianças que vivem fora de seus locais de origem, 1 é refugiada. Entre os adultos, o refúgio é condição de 1 adulto para cada grupo de 20 migrantes.

Medidas para mitigar o problema

FORTALECER AS REDES E MELHORAR AS LEIS

Todos os países do mundo devem investir na construção de redes sólidas de amparo às crianças, melhorando suas legislações internas, aderindo aos tratados internacionais sobre o tema e treinando seus funcionários para que prestem a ajuda e a proteção necessária aos migrantes mais vulneráveis.

ACABAR COM A DETENÇÃO DE CRIANÇAS REFUGIADAS

Os governos devem evitar a todo custo manter crianças em centros de triagem internacional de solicitantes de refúgio, que acabam funcionando, na prática, como locais de detenção de migrantes vulneráveis. 

FACILITAR A REUNIFICAÇÃO FAMILIAR

As autoridades migratórias devem fazer o possível para manter as famílias unidas, acelerando os trâmites burocráticos de famílias com crianças, permitindo o contato entre pais e filhos em casos de separação momentânea, e fornecendo documentos às crianças nascidas fora de seus lares. 

EDUCAÇÃO E SAÚDE

Governos, sociedade e setor privado devem se unir para garantir as condições de educação e saúde para todas as crianças que tenham de refugiar-se num país estrangeiro. 

ATACAR AS CAUSAS DOS CONFLITOS

De forma mais ampla, a Unesco afirma que os esforços para mitigar os efeitos da migração forçada devem vir acompanhados de um empenho genuíno para combater também as causas que levam as famílias a deixarem as suas casas, apontando, neste item, para as dificuldades políticas mais complexas. 

COMBATE À XENOFOBIA E À DISCRIMINAÇÃO

Por fim, o órgão da ONU alerta para o perigo do preconceito e da resistência em acolher os migrantes em sociedades nas quais prevalece a repulsa a essas famílias. Neste item, a Unesco cita a responsabilidade de políticos e de líderes religiosos e culturais.

FONTE: NEXO JORNAL

Ultima modicacao em Domingo, 30 Julho 2017 13:13
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